Reino Unido supera 37 mil mortes por covid-19 e cresce pressão por saída de assessor que furou quarentena
O Reino Unido chegou nesta terça-feira a 37.048 mortes causadas por covid-19 em hospitais, asilos e residências após os 134 novos óbitos registrados nas últimas 24 horas, segundo informou o governo britânico.
De um total de 3.681.295 testes realizados até o momento no país, 265.227 apresentaram resultado positivo para o coronavírus SARS-CoV-2.
Está mantido o plano do governo de reabrir escolas e mercados ao ar livre na Inglaterra a partir da próxima segunda-feira (1º). O resto do comércio não essencial deverá voltar em 15 de julho.
O governo conservador está sob forte pressão política após ser revelado nos últimos dias que o principal assessor do primeiro-ministro Boris Johnson, Dominic Cummings, violou as normas de confinamento.
Os líderes dos partidos minoritários da oposição enviaram uma carta conjunta ao chefe de governo exigindo a destituição de Cummings, ideólogo da campanha a favor do Brexit antes do referendo de 2016. “Não pode haver uma regra para as pessoas envolvidas na elaboração das políticas de saúde e outra para o resto de nós”, diz a carta.
Entenda
O assessor reconheceu que dirigiu mais de 400 quilômetros de Londres ao norte da Inglaterra para permanecer em uma propriedade vizinha à dos pais quando sua esposa apresentou sintomas de Covid-19.
Cummings também admitiu que, durante o confinamento, visitou o ponto turístico de Barnard Castle, a 50 quilômetros da casa dos pais, para “comprovar” que sua vista não estava prejudicada após superar a mesma doença e garantir que estava pronto para voltar a dirigir.
Cerca de 30 deputados do Partido Conservador exigiram a demissão de Cummings, embora até agora Johnson tenha defendido o braço direito.
*Com informações da EFE
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