‘Ciro Nogueira na Casa Civil fortalece agenda política e o olhar para o Parlamento’, diz líder do governo
A ida do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil, oficializada na manhã desta quarta-feira, 28, em edição do Diário Oficial da União (DOU), é vista por integrantes do governo como o movimento mais arrojado do presidente Jair Bolsonaro em busca de apoio político. Com a troca do general Luiz Eduardo Ramos pelo presidente nacional do Progressistas, o Palácio do Planalto entrega “o ministério mais importante” da Esplanada, como definiu o chefe do Executivo federal em entrevista a uma rádio da Bahia, para o Centrão, bloco partidário informal criticado pelo bolsonarismo na campanha presidencial de 2018. Na avaliação do líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), a mudança na Casa Civil “fortalece a sensibilidade para a agenda política e o olhar para o Parlamento”.
“É um movimento importante do presidente Bolsonaro. Ciro Nogueira traz leitura política, é experiente, amigo do presidente e já vinha fazendo um trabalho em conjunto. Para quem pedia articulação política, não há escolha melhor”, disse Gomes à Jovem Pan. “A nomeação fortalece a sensibilidade para a agenda política e o olhar para o Parlamento. Ciro empresta qualidade, leitura política maior, dá sustentação política”, acrescentou. Em entrevista à Rádio Nordeste de Rádio, o presidente da República afirmou, nesta terça-feira, 27, que Luiz Eduardo Ramos é uma “excepcional pessoa”, mas admitiu que o general “tinha dificuldade” com “o linguajar do parlamento”. Como a Jovem Pan mostrou, a escolha de Nogueira para a Casa Civil atende a uma demanda antiga de partidos da base do governo que, há meses, vinham se queixando da atuação de Luiz Eduardo Ramos à frente da pasta. O general da reserva do Exército é muito próximo ao presidente Jair Bolsonaro, mas acumulou desgastes com o Congresso, sobretudo, no período em que comandou a Secretaria de Governo (Segov), responsável pela articulação política.
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