Simone Tebet diz que colocou seu destino ‘na mão do presidente’
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), afirmou nesta sexta-feira (30), que deixará o governo até março para disputar as eleições. Em meio às especulações sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo, ela disse que tratou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apenas da disputa ao Senado, mas que deve tomar uma decisão com o petista antes do carnaval.
Na mais recente conversa que teve com Lula, Tebet afirmou que se colocou à disposição do petista. “Me coloquei à disposição do presidente. Como havia essas discussões de ser candidata ao Senado, ao governo, pelo Mato Grosso do Sul, por São Paulo, eu deixei claro: vou deixar a minha vontade pessoal de lado para atender a um projeto político de país. Ele não me respondeu qual é, não me disse onde eu tenho que jogar nesse tabuleiro eleitoral”, afirmou a ministra.
“Coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político.” A ministra participou nesta sexta-feira, em São Paulo, do lançamento do Observatório da Qualidade do Gasto Público (OQGP), do Insper.
Em coletiva de imprensa após o evento, ela afirmou que não há nada definido e que terá mais uma conversa com o presidente antes do carnaval para definir a qual cargo concorrerá.
“Na conversa que tive com o presidente, a primeira de pelo menos mais uma que terei, com certeza antes do carnaval, é que eu deixo o ministério do Planejamento e Orçamento até o dia 30 de março, ou quando o presidente definir, porque o presidente entende que eu sou importante no processo eleitoral. Começamos a discutir apenas a minha candidatura ao Senado Federal”, disse Tebet, deixando em aberto se a candidatura seria por São Paulo ou pelo seu Estado, Mato Grosso do Sul.
“Fizemos alguns exercícios para ver onde eu posso cumprir melhor a minha missão. Não fechamos nada, não era o intuito. Ele queria me ouvir.”
Tebet afirmou que não tratou sobre uma eventual candidatura ao governo de São Paulo nem sobre mudança partidária.
Na avaliação da ministra, o Estado de São Paulo já conta com dois nomes de peso, capazes de chegar fortes à disputa e levar a eleição ao segundo turno: Fernando Haddad e Geraldo Alckmin.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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