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Política

De procuradora a deputada: Bia Kicis tenta chegar ao Senado pelo Distrito Federal

Deputada federal pelo PL, parlamentar foi procuradora do DF e ganhou projeção na política nacional durante o governo Jair Bolsonaro

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Deputada Federal Bia Kicis em frente a sede da Polícia Federal após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro
Bia Kicis tenta chegar ao Senado pelo Distrito Federal Valter Campanato / Agência Brasil

Beatriz Kicis Torrents de Sordi, conhecida como Bia Kicis, chega às eleições de 2026 como candidata ao Senado pelo PL no Distrito Federal. Aos 65 anos, a deputada federal tenta conquistar uma vaga na Casa depois de construir uma trajetória que passou pela advocacia, pela Procuradoria do Distrito Federal e por dois mandatos na Câmara dos Deputados. A candidatura ao Senado foi oficializada pelo partido para a disputa deste ano.

Nascida em Resende, no Rio de Janeiro, em 19 de setembro de 1961, Bia Kicis é formada em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Antes de ingressar na política eleitoral, atuou como advogada e, em 1992, foi aprovada em concurso para a Procuradoria-Geral do Distrito Federal. Na carreira pública, ocupou funções como chefe de gabinete, procuradora-geral adjunta e corregedora-geral da Procuradoria. Aposentou-se como subprocuradora-geral do DF em 2016.

Entrada na política

Antes de disputar uma eleição, Bia Kicis ganhou visibilidade por sua participação em movimentos políticos de direita e em manifestações favoráveis ao impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Também passou a ter presença frequente nas redes sociais e em debates políticos, o que ajudou a ampliar sua projeção antes da chegada ao Congresso.

A primeira eleição de Bia Kicis ocorreu em 2018, quando foi eleita deputada federal pelo Distrito Federal com 86.415 votos. Na época, estava filiada ao PRP. O mandato começou em fevereiro de 2019.

No início da carreira parlamentar, Bia Kicis se aproximou do governo de Jair Bolsonaro e ocupou o cargo de vice-líder do governo no Congresso Nacional entre março de 2019 e março de 2020. Também exerceu funções de liderança do PSL e, posteriormente, do PL.

Atuação na Câmara

Um dos principais momentos da primeira passagem de Bia Kicis pela Câmara ocorreu em 2021, quando ela foi eleita presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Foi a primeira mulher a comandar o colegiado, responsável por analisar a constitucionalidade e a juridicidade de propostas em tramitação na Casa.

Durante o primeiro mandato, a parlamentar também participou de comissões e grupos que discutiram temas como reforma tributária, prisão em segunda instância, reforma eleitoral, voto impresso e auditável e mudanças na composição do Conselho Nacional do Ministério Público.

Em 2022, Bia Kicis trocou o PSL pelo Partido Liberal (PL) e disputou novamente uma vaga na Câmara. Naquele ano, foi reeleita com 214.733 votos, aumentando significativamente a votação obtida quatro anos antes.

O segundo mandato começou em fevereiro de 2023. Desde então, a deputada ocupou diferentes posições de liderança partidária e de oposição. Em 2024, chegou a exercer a liderança da Minoria na Câmara, enquanto também integrou estruturas de liderança do PL e da oposição. Em 2026, passou a exercer a liderança da Minoria no Congresso Nacional.

Eleição de 2026

Em 2026, Bia Kicis deixou a disputa por um novo mandato na Câmara para concorrer ao Senado pelo Distrito Federal. A eleição deste ano terá duas vagas em disputa para o Senado em cada estado e no Distrito Federal.

A candidatura coloca a deputada novamente em uma disputa majoritária, depois de duas eleições vitoriosas para a Câmara. Na campanha, Bia Kicis divide a chapa do PL no Distrito Federal com Michelle Bolsonaro, que também concorre ao Senado.

Ao longo da campanha, a parlamentar manteve como uma das principais marcas de sua atuação a defesa de pautas conservadoras e a proximidade política com o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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