Após três décadas na política, Lucas Barreto tenta permanecer no Senado
Lucas Barreto (PSD) chega às eleições de 2026 em busca do segundo mandato no Senado pelo Amapá. Eleito para a Casa em 2018, o parlamentar construiu uma carreira política de mais de três décadas no estado, com passagens pela Assembleia Legislativa e pela Câmara Municipal de Macapá, além de candidaturas à prefeitura da capital e ao governo estadual. Luiz Cantuária Barreto nasceu em Macapá, em 10 de novembro de 1964, e atua profissionalmente como empresário e comerciante. Atualmente filiado ao PSD, ocupa uma cadeira no Senado desde fevereiro de 2019.
A trajetória eleitoral começou cedo. Lucas foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 1990, aos 25 anos, e permaneceu na Assembleia Legislativa do Amapá por quatro mandatos consecutivos, entre 1991 e 2006. Durante o período, chegou ao comando do Legislativo estadual e exerceu a Presidência da Assembleia entre 2003 e 2004. A passagem pela Casa coincidiu com as primeiras décadas do Amapá como estado, após a transformação do antigo território federal determinada pela Constituição de 1988.
Das disputas pelo Executivo ao Senado
Depois de quatro mandatos na Assembleia, Lucas passou a buscar cargos majoritários. Em 2008, concorreu à Prefeitura de Macapá e, dois anos depois, disputou o governo do Amapá. Na eleição estadual de 2010, conseguiu avançar ao segundo turno, mas foi derrotado por Camilo Capiberibe. Lucas voltaria posteriormente ao Legislativo municipal: foi eleito vereador de Macapá em 2012 e exerceu o mandato entre 2013 e 2016.
A chegada ao Congresso ocorreu nas eleições de 2018. Na época filiado ao PTB, Lucas concorreu a uma das duas cadeiras do Amapá em disputa no Senado. Recebeu 128.186 votos e conquistou a segunda vaga, enquanto Randolfe Rodrigues, então na Rede, liderou a votação e foi reeleito. Lucas assumiu o mandato em fevereiro de 2019, iniciando sua primeira passagem pelo Legislativo federal.
Segundo mandato em disputa
Oito anos depois, Lucas Barreto volta às urnas para tentar permanecer no Senado até 2035. Agora filiado ao PSD, é um dos 32 senadores em exercício que concorrem à reeleição em 2026. No Amapá, duas das três cadeiras estão em disputa, justamente as ocupadas atualmente por Lucas e Randolfe Rodrigues (PT). Entre os adversários estão também Rayssa Furlan (Podemos), Acácio Favacho (MDB), Alliny Serrão (União Brasil) e João Capiberibe (PSB).
Para a eleição, Lucas registrou Paulo Albuquerque (PSD) como primeiro suplente e Diogo Grunho (PSD) como segundo suplente. Aos 61 anos, chega à disputa depois de uma trajetória eleitoral iniciada em 1990 e que passou pelos Legislativos estadual, municipal e federal. Depois de quatro mandatos como deputado estadual, uma passagem como vereador, tentativas de chegar ao Executivo e oito anos no Senado, Lucas busca agora renovar por mais oito anos o mandato conquistado em 2018.
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