De advogada a presidente da CCJ: conheça Carol de Toni, candidata ao Senado
Caroline Rodrigues de Toni, conhecida como Carol de Toni, chega às eleições de 2026 como candidata ao Senado pelo PL em Santa Catarina. Aos 40 anos, a deputada federal disputa uma das duas vagas que serão renovadas pelo estado depois de construir uma trajetória política iniciada na região Oeste catarinense. Ela está no segundo mandato consecutivo na Câmara dos Deputados e ganhou projeção nacional ao presidir a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Nascida em Chapecó, em 1º de setembro de 1986, Carol de Toni é formada em Direito pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) e tem mestrado em Direito Público. Antes de ingressar na política, trabalhou como advogada e professora universitária. Sua base eleitoral está principalmente concentrada na região Oeste de Santa Catarina.
A primeira tentativa de Carol de Toni em uma eleição ocorreu em 2016, quando disputou uma vaga na Câmara Municipal de Chapecó pelo PP. Ela recebeu 1.589 votos, mas ficou como suplente e não chegou a assumir o mandato. Dois anos depois, mudou de objetivo e passou a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Em 2018, foi eleita deputada federal pelo então PSL, com 109.363 votos. O mandato começou em fevereiro de 2019, quando passou a integrar comissões permanentes da Câmara, entre elas a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
No primeiro mandato, Carol de Toni também ocupou posições de liderança. Foi vice-líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara e exerceu a vice-liderança do partido. Entre 2019 e 2020, também foi terceira vice-presidente da CCJ.
Atuação na Câmara
Em 2022, Carol de Toni foi reeleita para a Câmara dos Deputados com 227.632 votos e terminou a eleição como a deputada federal mais votada de Santa Catarina. O resultado ampliou sua presença na política estadual e consolidou sua posição como uma das principais representantes do PL catarinense no Congresso.
Durante o segundo mandato, a parlamentar passou a ocupar posições de maior destaque na estrutura da Câmara. Em 2024, foi eleita presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, uma das principais comissões permanentes da Casa.
A CCJ é responsável por analisar, entre outros pontos, a constitucionalidade, a legalidade, a juridicidade e a técnica legislativa das propostas que tramitam na Câmara. A comissão também examina a admissibilidade de propostas de emenda à Constituição.
Carol de Toni deixou a presidência da comissão ao fim do período regimental e seguiu no segundo mandato como deputada. Na Câmara, sua atuação ficou associada principalmente à defesa de pautas conservadoras e à oposição aos governos do PT. Também participou de debates sobre segurança pública, direitos individuais, legislação penal e temas relacionados ao funcionamento das instituições.
Eleição de 2026
Em 2026, Carol de Toni trocou a disputa por um novo mandato na Câmara pela candidatura ao Senado Federal. O PL oficializou seu nome em agosto, durante convenção realizada em Santa Catarina. Ela disputa uma das duas vagas que serão preenchidas pelo estado neste ano.
A parlamentar forma a chapa do PL ao Senado com Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A composição foi definida pela direção do partido para a disputa das duas cadeiras catarinenses.
A candidatura também representa uma mudança na trajetória eleitoral de Carol de Toni. Depois de duas eleições bem-sucedidas para a Câmara, ela busca agora um mandato de oito anos no Senado, cargo que terá duas vagas em disputa por Santa Catarina em 2026.
Ao longo da campanha, Carol de Toni manteve a proximidade política com o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e com o PL catarinense. O governador Jorginho Mello, também do partido, é candidato à reeleição e integra o mesmo grupo político da disputa estadual.
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